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Santa Casa prepara implantação do Grupo de Trabalho de Humanização

Um dos principais objetivos do GTH é a mudança da cultura do atendimento, principalmente dos pacientes do Sistema Único de Saúde

O GTH prioriza o respeito à dignidade humana; na foto membros da equipe que irá executar o GTH na Santa Casa

A primeira reunião para discutir a implantação do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), na Santa Casa de Misericórdia de Igarapava, aconteceu na manhã desta terça-feira (23) e contou com as presenças da advogada e conselheira municipal de saúde Fernanda Bizinoto, das coordenadoras de enfermagem Priscila Carneiro e Letícia Delefrate, da consultora Lamonise Ribeiro, do enfermeiro Leandro Severino e da nutricionista Eliane Rafalouvschi Alves Pimentel.

A equipe responsável pela execução do projeto apresentou o Regimento Interno e o Programa Interno do GTH,  documentos importantes que regulamentam as ações que serão realizadas pelo grupo.

Um dos principais objetivos do GTH é a mudança da cultura do atendimento à saúde e que oportuniza o respeito à dignidade humana.

“Iremos trazer para o hospital uma condição diferente da que temos hoje com maior coletividade entre funcionários e pacientes. Uma mudança no olhar dos pacientes com os colaboradores da Santa Casa e, ao mesmo tempo, maior receptividade no atendimento aos pacientes”, explicou Fernanda Bizinoto.

Os membros do GTH já discutem as primeiras ações. Em maio, mês das mães, a maternidade da Santa Casa ganhará um painel com fotos das crianças nascidas na instituição. A mesma foto será entregue, como lembrança, à família dos bebês, com as informações do nascimento.

Para Priscila Carneiro, essa aproximação com o paciente possibilita a reabilitação mais rápida e, sobretudo, a satisfação com os serviços oferecidos pela instituição. “Às vezes, pequenas ações como o de ter uma foto do filho, oferecida pela maternidade onde ele nasceu, parece pequeno, mas, a verdade é que, aproxima a Santa Casa de cada família, cada bebê que ajudamos a trazer ao mundo”.

Leandro Severino é enfermeiro do Pronto Socorro e sabe que, principalmente na sua área, qualquer gentileza oferecida aos pacientes, muda completamente o conceito em relação à instituição.

“Infelizmente, essa palavra humanização deveria ser espontânea, sem a necessidade de se estabelecer regras para ser executada, já que todos nós somos humanos e a humanização parte justamente desta palavra. O GTH trará benefícios aos pacientes, para nós colaboradores, no sentido de respeitar a dor do outro. Não é só prestar o serviço e fazer a medicação, é estar atento à necessidade das pessoas. Uma conversa, um sorriso faz muita diferença”.

Além disso, o GTH trabalhará em conjunto com todos os setores da Santa Casa, inclusive administrativamente, promovendo ações para melhoria dos relacionamentos interpessoais, interação com a comunidade e execução de projetos, sempre visando a assistência humanizada.

Na próxima reunião, a equipe deverá definir a coordenação do GTH e a participação de cada membro nas atividades que serão apresentadas.

Entenda o que é Grupo de Trabalho de Humanização

Também conhecido como Comitê de Humanização, é composto por pessoas interessadas em resgatar os princípios do SUS, discutir os serviços prestados, o processo de trabalho e as relações estabelecidas entre gestores, trabalhadores e usuários.

Ele acontece de forma colegiada, identificando e discutindo os pontos críticos do funcionamento do serviço, como dificuldades do trabalho e tensões do cotidiano.

Através da análise e negociação, o GTH potencializa propostas coletivas, pesquisa sua rede de referência, promove o trabalho em equipes multiprofissionais,  propõe uma agenda de mudanças que possam beneficiar os usuários e os profissionais de saúde, incentiva a democratização da gestão, divulga, fortalece e articula as iniciativas humanizadoras existentes,  estabelece fluxo entre os diversos setores da instituição, com a gestão e com os usuários e também contribui para melhorar a comunicação e integração desse serviço com a comunidade na qual está inserido. (Fonte: Ministério da Saúde)

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